Após três anos de cobrança, entidade futebolística responde aos movimentos sociais
Escrito por: Leonardo Severo Após três anos de cobrança da Streetnet Internacional sobre a inclusão do debate a respeito do desenvolvimento e as necessidades dos mais marginalizados na realização da Copa do Mundo, a Fifa finalmente respondeu aos movimentos sociais.

Questionado sobre a necessidade de criação de um “código de conduta” sobre o relacionamento entre a Fifa e as partes interessadas, “a fim de garantir que os benefícios da Copa do Mundo de 2014 alcancem todos os habitantes do Brasil”, o Chefe Corporativo de Responsabilidade Social da Fifa, Federico Addiechi disse que “no momento, estamos iniciando diálogo com o governo e as Cidades Anfitriãs no Brasil, que ao final serão os responsáveis pelo comércio urbano”. “Posso assegurar que o comércio urbano será um dos temas que discutiremos com os organizadores. Ficarei contente em atualizá-los sobre estas discussões e planos de forma a garantir uma abordagem construtiva e factível no próximo ano”, acrescentou o dirigente da Fifa.

Na carta à entidade futebolística, subscrita por várias organizações alemãs parceiras do movimento sindical, a Streetnet lamenta que a Fifa, na administração e na divulgação de tamanho evento esportivo mundial como foi a Copa do Mundo de 2008, tenha perdido a oportunidade de apoiar processos de desenvolvimento na África do Sul, especialmente para os marginalizados. A Streetnet cobra ainda que a Fifa reafirme o seu compromisso com os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, declarado em 9 de maio de 2008, de acatar  a iniciativa dos movimentos sociais de reverter 0,7% do lucro alcançado através da Copa do Mundo para o povo do país.

“Os preparativos para a Copa de 2014 no Brasil já estão em andamento. A Campanha (sul-africana) ‘Cidades de Classe Mundial para Todos’, liderada pela Streetnet Internacional, foi oficialmente transferida para a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e para a CUT Brasil em 20 de julho em Port Elizabeth. A Streetnet Internacional em conjunto com a CUT Brasil e outros parceiros já começaram a trabalhar na preparação da Copa de 2014 para garantir que todos os investimentos trarão benefícios de longo prazo, especialmente para grupos marginalizados, como os vendedores ambulantes”, destaca a carta envida à Fifa.

Para o secretário de Relações Internacionais da CUT, João Antonio Felício, a criação do código de conduta sobre o relacionamento a ser estabelecido é essencial para assegurar “salário, emprego e direitos”. “Da mesma forma que lutamos contra a precarização das relações de trabalho, buscamos redistribuição de renda. Daí a nossa pressão para assegurar que a realização da Copa garanta melhorias na qualidade de vida da população, com investimentos em infraestrutura, mas também que valorize os trabalhadores locais”, destacou João Felício. Para o êxito nesta empreitada, esclareceu o dirigente, será fundamental a participação dos Ramos diretamente envolvidos e das CUTs estaduais cujas regiões estarão recebendo os jogos.

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